quinta-feira, 20 de maio de 2010

A Península Balcânica

A Península Balcânica constitui uma zona estratégica, que foi permeável ao expansionismo de vários impérios e povos. Nela coexistem diversas etnias, nacionalidades, religiões e línguas.

Após a I Guerra Mundial foi criada a Jugoslávia como forma de unir esta região (Estado Federado com seis repúblicas - Sérvia, Croácia, Eslovénia, Bósnia-Herzegóvina, Macedónia e Montenegro) - e duas províncias autónomas integradas na Sérvia).

Tito organizou o país e manteve-o unido durante 35 anos. Após a sua morte, em 1980, foi definida uma presidência colectiva rotativa, mas as diferenças antigas emergiram e deflagraram vários conflitos.
Em 1991, a Eslovénia e a Croácia (mais denvolvidas e ocidentalizadas) declararam a independência.
Milosevic, presidente sérvio, desencadeia a guerra contra a Croácia, que acaba em 1992, com a intervenção da ONU.
Na Bósnia, a guerra tem episódios de violência e atrocidades semelhantes à da II Guerra Mundial: bombardeamento a civís, campos de concentração, deportações, massacres.
Para que houvesse uma limpeza étnica, em três dias foram mortos oito mil muçulmanos em Srebrenica (Bósnia).
Após muitas hesitações e impasses, a ONU, sob comando dos EUA impôs o fim às hostilidades na Bósnia, o que conduziu aos Acordos de DAYTON (1995), que dividiram a Bósnia em duas comunidades autónomas (Sérvia e Croata-muçulmana).
Em 1989, no Kosovo, Milosevic impôs uma segregação racial contra a maioria albanesa - a nova limpeza étnica - a NATO intervem e há bombardeamentos. O Kosovo fica sob protecção das Nações Unidas.
Em 2001, Milosevic abandona o poder e mais tarde é entregue ao Tribunal Penal Internacional, para ser julgado por crimes contra a Humanidade.

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