sábado, 15 de maio de 2010

A América Latina

Nos anos 60 e 70 houve, na América Latina, uma política proteccionista, com o intuito de se libertar da dependência externa. Porém, este facto só foi possível graças ao recurso aos empréstimos do estrangeiro.
Para agravar a situação, na década de 80 houve uma diminuição das exportações e da subida das taxas de juro, o que fez aumentar a dependência externa.
A América Latina está, assim, perante uma situação de extrema pobreza e a solução foi negociar as dividas: os governos optaram por medidas neoliberais - redução das despesas do estado (diminuição dos subsídios sociais e protecção do emprego) - privatização das empresas e dão facilidades às multinacionais.
O resultado foi a subida do desemprego, redução dos salários, inflação galopante, concentração do capital no sector financeiro e não no produtivo e o agravamento das condições de vida dos trabalhadores.
Nos anos 60 surgem movimentos de guerrilha que lutam contra a interfer<~encia estrangeira, as injustiças sociais e a falta de liberdade. Generalizam-se os regimes militares para, segundo eles, pôr cobro às guerrilhas - na década de 70 só três países (Venezuela, Costa Rica e Colômbia) tinham governos eleitos.
Mas como os governos militares não tinham soluções para os problemas económicos e as classes médias fizeram pressão, os regimes ditatoriais começaram a diminuir (por exemplo: Brasil com a aprovação de uma nova Constituição,em 1988; Nicarágua; Chile; Guatemala).
Actualmente, os países da América Latina estão no rumo da democracia e numa fase de crescimento económico, mas não resolveram todos os problemas: permanecem as desigualdades sociais, debilidade política, tráfico de drogas, corrupção e violência, que dificultam um fututo melhor.

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