A queda do comunismo e a conseuqente adopção da economia de mercado pelos países dessa área política relegaram as ideologias socialista e terceiro-mundista para uma posição de segundo plano, permitindo a emergência dos princípios (neo)liberais. Podemos atribuir o declínio do sindicalismo aos seguintes factores:
1 - O rendimento das famílias operárias desce e surgem problemas sociais como a delinquência urbana e, no limite, alguns elementos tornam-se "sem-abrigo", fazendo acentuar as desigualdades sociais.
2 - O poder sindical decresce: as greves diminuem, o número de filiados também, os sindicalistas são cada vez mais velhos e os mais qualificados, enquanto os outros (jovens, trabalhadores precários, imigrantes) se desinteressam pela luta sindical.
3 - Nas sociedades de consumo aumenta o individualismo aliado ao materialismo. Cada um espera "resolver o seu problema", mesmo à custa da luta dos outros, sem prejuízo próprio.
4 - As políticas neoliberais (países industrializados) procuram diminuir o papel dos sindicatos, retirando-lhes poder negocial e influência política (Thatcher publicou uma legislação do trabalho que limitou os direitos legais dos sindicatos, nomeadamente proibindo as actividades dos piquetes de greve).
Tudo isto significou, portanto, o abandono dos conceitos de sindicalismo, solidariedade e até de igualdade: "Tenho direito à igualdade, quando a diferença me inferioriza, mas tenho direito à diferença, quando a igualdade me descaracteriza".
Sem comentários:
Enviar um comentário