quinta-feira, 6 de maio de 2010

A descolagem chinesa

Na China, Deng Xiaoping transformou certas cidades em "Zonas Económicas Especiais" (SEZ), livres das habituais tarifas fiscais. O investimento estrangeiro era tão compensador que, rapidamente, as marcas ocidentais foram aí implantadas e as empresas locais desenvolveram-se.
Outro factor que provocou a descolagem económica chinesa foi a força da mão-de-obra: apercebendo-se dos progressos económicos do litoral, uma vaga de camponeses pobres migrou para as cidades industriais em busca de emprego. A base do desenvolvimento da indústria assentou no intensivo trabalho operário (11 a 12 horas por dia, com uma folga ou duas por mês), mal pago e sem regalias sociais.
O comércio externo chinês cresceu de maneira contínua, beneficiando do clima de reconciliação, fomentado desde os finais dos anos 70, em relação ao Japão e aos EUA.
Porém, a China, embora sendo membro do Conselho de Segurança da ONU e do FMI e embora respeitando a autonomia de Hong-Kong e de Macau, manteve, a nível político, uma total intransigência em relação à democratização, como ficou aprovado aquando do massacre dos opositores ao regime que se manifestavam na Praça Tiananmen, em Pequim, em 1989.

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