quinta-feira, 29 de abril de 2010

A Era Gorbatchev


Em 1985 deu-se início a uma nova política. Mikhail Gorbatchev encara de frente a deterioração que o sistema vinha a sofrer desde os tempos de Brejnev: a economia sofria um processo de estagnação devido ao apertado controlo estatal; a administração do território sufocava sob o peso da democracia; a política estava concentrada nas mãos de funcionários do Partido Comunista; as liberdades individuais permaneciam restritas; o apoio financeiro aos países que se situavam na órbita do bloco soviético representava um pesado encargo ao nível económico e militar; os cidadãos tinham um nível de vida carenciado; a corrida aos armamentos nucleares ameaçava a regurança mundial e exigia grandes investimentos por parte da União Soviética. Neste contexto, Gorbatchev enceta uma politica de diálogo e aproximação do ocidente, propondo aos americanos o reinício das conversações sobre o desarmamento. O líder soviético procurava, assim, criar um clima internacional estável que abrandasse a corrida ao armamento e que permita à URSS utilizar os seus recursos para a reestruturação interna. Com o intuito de ganhar o apoio popular para o seu arrojado plano de renovação económica, ao qual chamou Perestroika (reestruturação), Gorbatchev inicia, em simultâneo, uma ampla abertura política, conhecida como Glasnost (transparência).

Enquanto a Perestroika se propunha a descentralizar a economia, estabelecendo a gestão autónoma das empresas e incentivava a formação de um sector privado parcial, a Glasnost apelava à denúncia da corrupção, à crítica e à participação efectiva dos cidadãos na vida política. Podemos, por isso, afirmar que a Perestroika funcionou mais na vertente económica, enquanto a Glasnot exerceu uma função essencialmente política.

Apesar destas alterações, persistia a dicotomia Norte-Sul. Os países do hemisfério Sul continuavam muito desfasados do desenvolvimento dos países do Norte.

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