segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A sociedade de consumo

Nas três décadas que se seguiram à II Guerra Mundial, notou-se um acelerado crescimento na economia nacional:

- a produção industrial cresceu exponencialmente;

- diminuiu o intervalo de tempo entre a investigação científica e a sua aplicação à produção industrial;

- o número de empresas multinacionais aumentou;

- deu-se uma revolução no sector dos transportes, pela subtituição do carvão pelo petróleo;

- graças à acção de agricultores instruídos e abertos à inovação, a agricultura tornou-se mais rentável;

- O sector terciário passou a ser o sector com maior percentagem de trabalhadores, o que levou a um alargamento das classes médias e, consequentemente, ao aumento do nível de vida e ao equilíbrio social.

Num contexto de progresso económico, a publicidade assume um papel fundamental no incitamento ao consumo. As empresas competem pelos mecanismos que actuam sobre a psicologia humana, de modo a que as pessoas absorvam a vasta produção.
As populações deixam de consumir por necessidade de sobrevivência, passando a consumir apenas por vontade. Por este motivo, a sociedade de consumo é também identificada com a sociedade do desperdício, já que a vida útil dos bens é artificialmente reduzida pelo desejo da sua renovação.


A tabela acima apresenta a evolução dos bens nas famílias francesas. Através da leitura da mesma é perceptível o aumento dos bens de consumo entre 1954 e 1975. Tendo em atenção o produto "frigorífico", bem que sofreu uma maior alteração na percentagem de detentores, vemos que se deu um amento de quase 100%, uma vez que no primeiro ano apresentado aproximadamente 3% da população possuía frigorífico e em 1975, 91,3% dos franceses têm pelo menos um frigorífico. O automóvel é o bem que regista uma menor evolução. Porém em 1975, 73,6% (mais de metade da população) possuía meio de transporte para passeios familiares e outras utilizações.

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