sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O Plano Marshall

Com a devastação provocada pela guerra, a Europa enfrentava cada vez mais manifestações de contestação aos governos constituídos. Os Estados Unidos analisaram a crise européia e concluíram que ela punha em risco o futuro do capitalismo, o que poderia prejudicar sua própria economia, dando espaço para a expansão do comunismo. Assim, os norte-americanos optaram por ajudar na recuperação dos países europeus, criando o Plano Marshall que, fazendo parte da "Doutrina Truman", ajudou a recuperação dos países europeus, investindo cerca de 14ooo milhões de dólares, que foram utilizados para comprar alimentos, fertilizantes, rações, matérias-primas, combustíveis, veículos e máquinas. Para uma eficiente distribuição dos fundos do plano criou-se, em Paris, a OECE (Organização Europeia de Cooperação Económica).

Porém, este acordo não trouxe apenas vantagens: para além da ajuda financeira, o Plano Marshall acarretou a questão da supremacia dos EUA e da dependência da Europa. Consequentemente a URSS recusou o Plano Marshall, criando um outro plano para ajudar os países do bloco soviético, o Plano Molotov. Foi no âmbito deste plano que se criou o COMECON (Conselho de Ajuda Económica Mútua), instituição destinada a promover o desenvolvimento integrado dos países comunistas, com o apoio da União Soviética.

"A política dos Estados Unidos não é dirigida contra um país ou uma ideologia, mas contra a fome, a pobreza, o desespero e o caos. Quem tentar bloquear a reconstrução de outros países não pode esperar ajuda". Discurso de George Marshall em 5 de junho de 1947, referindo-se ao bloco comunista do Leste Europeu, que realmente foi excluído da ajuda ao exterior, aprovada em 3 de abril de 1948.

A OECE e o COMECON funcionaram como áreas económicas transnacionais, coesas e distintas uma da outra. No final, a OECE e o COMECON contribuiram para reforçar, pela via económica, a “cortina de ferro” entre o Ocidente e a URSS.

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