A Guerra Fria foi a expressão utilizada para designar o estado de tensão existente entre as duas potências ideologicamente opostas, separadas por uma "cortina de ferro", de um lado o bloco capitalista, liderado pelos EUA e do outro o bloco socialista, liderado pela URSS. Perante este clima de hostilidade e insegurança, os blocos intimidaram-se mutuamente, tentando cada um deles mostrar-se superior ao outro. Porém, as duas grandes super-potências não chegaram a entrar em confronto directo, pois ambas temiam as armas do adversário e nenhuma das delas queria enfrentar uma terceira guerra mundial.
A guerra fria, que se centrou inicialmente em torno do problema alemão, rapidamente adquiriu uma dimensão mundial.
A propaganda política teve uma grande influência para a afirmação da superioridade dos dois blocos, já que cada uma das potência tentava mostrar, através deste meio, as suas (supostas) qualidades em oposição aos defeitos do bloco contrário.
«Nos anos da Guerra Fria, o fosso entre o mundo capitalista e o mundo comunista pareceu a todos maior do que nunca. Os dois sistemas evoluíram separadamente, mas, de olhos postos um no outro, acabaram inevitavelmente por se infuenciar».
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