Após a Segunda Guerra Mundial, o Japão estava completamente arrasado. Ora vejamos: a sua derrota teve custos humanos e materiais elevadíssimos (as cidades de Hiroshima e Nagasáqui foram devastadas pela bomba atómica e o restante território também sofreu, embora em menor escala, a destruição da guerra); visto que era um país pobre em recursos naturais teve de importar a quase totalidade de carvão, petróleo e gás para a indústria; possuía uma área cultivável muito reduzida; tinha um sistema social rigidamente hierarquizado, submetido ao imperador e à nobreza.
Porém, em 1970, o Japão é a terceira maior potência económica mundial. Esta recuperação económica no pós-guerra e afirmação notável em sectores industriais de ponta constituiu o chamado «milagre japonês».
Este fenómeno beneficiou de uma conjuntura favorável. As ajudas financeiras e técnicas, por parte dos EUA, permitiram uma rápida reconstrução económica do Japão. Apesar disto, os japoneses também criaram condições necessárias à sua prosperidade: um sistema político estável permitiu a actuação concertada entre o Governo e os grandes grupos económicos. O Estado interveio activamente na regulação do investimento, na concessão de créditos, na protecção das empresas e do mercado nacional. Também canalizou a maior parte dos investimentos públicos para o sector produtivo e absteve-se em matéria de legislação social.
A mentalidade japonesa foi também um importante factor de crescimento. Dinâmicos e austeros, completamente devotados à causa da reconstrução nacional e ao seu trabalho em particular, empresários e trabalhadores cooperaram estreitamente na realização de objectivos comuns.
Munido de mão-de-obra abundante e barata e de um sistema de ensino abrangente mas altamente competitivo, o Japão lançou-se à tarefa de se transformar na primeira sociedade de consumo da Ásia.
A mentalidade japonesa foi também um importante factor de crescimento. Dinâmicos e austeros, completamente devotados à causa da reconstrução nacional e ao seu trabalho em particular, empresários e trabalhadores cooperaram estreitamente na realização de objectivos comuns.
Munido de mão-de-obra abundante e barata e de um sistema de ensino abrangente mas altamente competitivo, o Japão lançou-se à tarefa de se transformar na primeira sociedade de consumo da Ásia.
Como podemos ver no gráfico ao lado, entre 1953 e 1985 (anos representados), o Japão teve uma taxa de crescimento do Produto Nacional Bruto (PNB) superior aos restantes países industrializados.

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