terça-feira, 1 de junho de 2010

A revolução da informação e da comunicação

A base dos progressos repousa (como já referi no post anterior) na electrónica (nomeadamente, devido à invenção das fibras ópticas, em 1970, que conduzem impulsos luminosos, logo, permitem a transmissão veloz dos dados) e na informática, que beneficiou da electrónica e da invenção do microprocessador, em 1970. Desde então, o mundo foi invadido por uma verdadeira avalanche de descobertas, algumas das quais com forte impacto na vida quotidiana dos cidadãos, nomeadamente:

- os telefones móveis - encurtaram as distâncias ao nível planetário e a facilidade de uso tornou-os objectos de consumo muito procurados. A publicidade, pelo seu lado, procura atrair cada vez mais compradores reforçando o aspecto lúdico e multifacetado do telemóvel que se vem acentuando desde os telefones móveis da primeira geração (1979, Japão), até aos telemóveis de terceira geração (2001, Japão);

- a Internet (Interconnected Network) - é um sistema de comunicação e de informação muito abrangente que tem como suporte o computador. A abertura da Internet ao grande público deu-se em 1986. Em 1990, a criação do World Wide Web (www) simplificou a navegação por Internet, criando, efectivamente, uma teia (web) de comunicação à escala planetária;

- a tecnologia do som e da imagem - a sucessão de invenções trouxe para o mercado, em poucos anos, um espectro de possibilidades muito diversificadas. Apenas alguns exemplos (curiosidades): em 1982 venderam-se os primeiros CD; em 1987 surgiram os gravadores de vídeo Sony, de alta definição; no ano seguinte, venderam-se os primeiros CD-ROM; passado um ano, inventaram-se os televisores de alta definição, que ganharam o ecrã plano em 1991; em 1992 surgiu o Minidisc áudio (Japão); em 1994 foi criada a consola de Jogos Playstation (Japão) e em 1995 foi inventado o DVD (Digital Video Disc)!

Resumindo, as TIC (Tecnologias da Informação e da Comunicação) constituem instrumentos de apoio à expansão do capitalismo mundial (indispensáveis, actualmente, às transacções da Bolsa, à gestão das empresas, à organização dos transportes) e contribuem para o fenómeno da globalização. Consequentemente, o atraso tecnológico de certas regiões do Mundo (por exemplo, África, América Latina) contribui para acentuar a sua marginalização.

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