Em 1928, Estaline sucedeu a Lenine e tornou-se secretário-geral do PCUS (partido comunista da União Soviética), concentrando em si todos os poderes à semelhança de outros ditadores europeus.
No mesmo ano pôs fim à NEP e lançou a URSS na grande viragem para o socialismo. Para isso aplicou dois princípios básicos:
- a planificação económica – estabeleceu metas de produção de 5 em 5 anos (planos quinquenais) para os vários sectores da economia;
- a colectivização dos campos – nacionalização da industria e do comércio, pondo fim à propriedade privada. Assim, os campos agrícolas foram expropriados aos seus proprietários – os Kulaks – e integrados em cooperativas de produção, chamadas Kolhozes.
Em menos de duas décadas, a URSS tornou-se uma grande potência económica, baseada na indústria pesada (siderurgia) e em complexos hidroeléctricos (produção de electricidade).
Politicamente, Estaline não admitia qualquer tipo de oposição, eliminando de forma violenta aqueles que se lhe opunham, mesmo dentro do seu próprio partido e governo (um dos casos mais célebres de perseguição foi o de Trotsky, que tendo-se refugiado no México, acabou por ser assassinado por ordem de Estaline). Oficiais do exército, altos funcionários, escritores foram assassinados, presos ou deportados para campos de concentração na Sibéria. O próprio partido comunista esteve sujeito a inúmeras purgas ( limpeza de elementos perigosos) e milhões de simples camponeses, contrários à colectivização da terra, foram deportados e mortos.
Estaline fomentou o culto da personalidade, a propaganda fazia dele o "Pai da Pátria" ou o "Salvador da Pátria".
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